terça-feira, 30 de abril de 2013

Sinceros no Inferno

O “fenômeno” (ou desastre) Neopentecostal está cada vez mais firmando dentro de nossas igrejas, até mesmo nas mais tradicionais. Raras são as que relutam e posicionam-se contra tais princípios que a luz das Escrituras Sagradas são heréticos. Um dos principais ensinos que estes falsos mestres veem ensinando é que a “Doutrina”, a “ortodoxia”, o “Credo”, ou qualquer outra coisa que envolva o estudo de Teologia são danosos para o corpo de Cristo, fazendo-o enfraquecer e causando divisão. Eles utilizam o texto de 2 Coríntios 2:6 “A letra mata, mas o espírito que vivifica” para fundamentar seu argumento. Paulo nunca se colocaria contra o estudo da teologia, tendo em vista que Paulo fora um dos maiores estudiosos das escrituras que já existiu. Mas afinal, o que o apóstolo queria dizer com tal afirmação? Vou me utilizar de um comentário acerca desta passagem: “Acerca de Coríntios 2.6, Paulo estava falando sobre a superioridade da nova aliança sobre a antiga. A morte causada pela letra realmente é espiritual, porém, é bom salientar que se trata de uma alusão ao código escrito da lei mosaica. A lei mata porque demanda obediência irrestrita, mas não proporciona poder para isso. É representada pelas tábuas de pedra (3.3). Por outro lado, o espírito vivifica porque escreve a lei de Deus em nossos corações, trazendo-nos a vida em medida muito maior do que realizava sob a antiga aliança. É representado pelas tábuas da carne (3.3). Portanto, como podemos ver, o texto comentado não fundamenta, em qualquer instância, a rejeição aos estudos teológicos.” ¹

Afirmar que esta passagem está se referindo ao poder destrutivo da doutrina é se utilizar da mesma estratégia de satanás ao tentar Jesus usando a passagem de Salmos 91:11.

A verdade é que as igrejas evangélicas de hoje têm “comichão nos ouvidos” (2Tm.4-3) e  não querem aprender e se aprofundar no estudo da Palavra de Deus. As consequências de tal fato são catastróficas, pois as igrejas estão formando “Crentes carnais” que estão indo para o inferno achando que estão caminhando para o céu. Isso porque foram ensinados que a ortodoxia limita, a doutrina divide, e que em vez de estudar teologia ou se aplicar no estudo das escrituras elas devem seguir o próprio coração, pois o que importa é a intenção e a sinceridade com o que você faz qualquer coisa.

 Enquanto os pregadores ensinam dessa forma, a Bíblia defende totalmente o contrário, e aqui irei deixar claras as contradições do ensino Neopentecostal em relação às Escrituras Sagradas.


1. Não devemos confiar nas intenções do nosso coração.


 “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? “ Jeremias 17:9


O profeta Jeremias não aliviou ao falar da corrupção coração humano. Desde a Queda de Adão o homem perde a capacidade de buscar a Deus (Rm 3), todas as inclinações do seu coração são pecaminosas, sua carne anseia pelo pecado e odeia a justiça. O ser-humano satisfaz exclusivamente a carne, sendo assim impossível agradar a Deus (Rm 8.5-8).

Após o novo nascimento, o homem que estava na carne, agora é nascido do espirito. E no lugar de seu coração de pedra (insensível a Deus) é lhe dado um coração de carne (Capaz de atender ao chamado de Deus). Então desta forma podemos crer que nosso coração posteriormente ao novo nascimento se torna integralmente confiável? A resposta é não!

É verdade que após a regeneração tempos condições de agradar a Deus, mas também é verdade que ainda não experimentamos a redenção por completo, e que ainda não estamos livres totalmente do pecado, pois ainda temos a nossa carne, que por sua vez milita contra o espirito, onde ganha quem for mais alimentado. (Gl 5.17). O fato é que algumas vezes que escutamos nossos corações estamos a escutar O Espirito Santo falando conosco, mas muitas das vezes quem está falando é nossa carne. 


Conclusão Bíblica

É válido confiar em nosso coração não regenerado? Não. É válido confiar em nosso coração regenerado? Sim, mas com o auxilio das Escrituras sagradas para saber se tal intenção ou sensação provém da carne ou se é ação do Espirito Santo.


2. Devemos ter a Palavra revelada de Deus como nossa única regra de Fé e Prática.

Uma das principais bandeiras levantadas pela reforma protestante foi o Sola Scriptura. Principio este que foi abandonado na modernidade pela maioria das instituições que se denominam evangélicas.

Vou citar alguns dos motivos pelos quais devemos estar sujeitos somente a Palavra revelada de Deus como nosso guia:

- Pelo testemunho que Cristo dava das escrituras.

Cristo tinha um zelo muito grande pelas escrituras, Jesus fazia questão de afirmar sempre que tudo que Ele fazia era para que se cumprisse “o que estava escrito.” A Bíblia dá testemunho a respeito do Messias, ao mesmo tempo em que Ele testemunhava á cerca das escrituras.

- Pelo testemunho que os escritores inspirados por Deus dava das escrituras.

O salmista Davi gastou muito tempo de sua vida escrevendo a respeito da perfeição, da importância e da imutabilidade da Palavra de Deus. Os profetas nos mostram a confiabilidade das profecias contidas neste livro, pois muitas se cumpriram, e algumas ainda se cumprirão. O apóstolo Pedro afirma que embora tudo passe, a Palavra de Deus é eterna. O apóstolo Paulo na sua carta a Timóteo, afirma a autoridade e suficiência das escrituras para toda boa obra.

Conclusão Bíblica

Á vista de que nossa carne muitas vezes quer nos enganar, e que quase sempre não sabemos discernir entre o que provém ou não de Deus, temos que nos apegar firmemente a Bíblia, assim como faziam os Bereanos, que se tornaram exemplos para todos os Cristãos por ter a plena convicção de que a Palavra de Deus, e somente ela é a verdade (At.17-11), pois este é o ensino da própria escritura e de Jesus Cristo, reafirmado pelos reformadores.


3. Nossas boas intenções, podem nos fazer pensar que corremos em direção ao céu, quando na verdade estamos a caminho do inferno.

Em Mateus capitulo 7 Jesus Cristo nos da um panorama assustador. Ele descreve a cena do Juízo final, onde o Deus mostrará toda sua justiça condenando os ímpios ao inferno. Essa já é uma verdade amedrontadora, pois como diria o autor de Hebreus: Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo. Mas a lição mais assustadora desta passagem de Mateus é que: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. ( Mt 7.22-23 )”
Percebe o que está acontecendo? As pessoas foram pegas de surpresa. Acharam que teriam a vida eterna, e que seriam absorvidas da condenação. Mas o veredicto de Jesus foi o pior que qualquer ser-humano poderia escutar: “APARTAI-VOS DE MIM!”. O messias acabara de condenar aquelas pessoas a uma eternidade longe da presença dEle, onde haverá choro e ranger de dentes, fogo consumidor, qualquer ausência de satisfação ou prazer. E aquelas pessoas não eram Ateístas, ou budistas, ou de qualquer outra religião. Elas pensavam que eram Cristãs, elas realmente pensavam que estavam indo para o céu, elas eram SINCERAS, mas estavam SINCERAMENTE erradas!

Conclusão Bíblica

Devemos ter muito cuidado, e sempre estarmos nos botando á prova, para sabermos se estamos realmente na fé (2 Co.13-5). E como faremos isto? Meditando na Lei de Deus, nas suas ordenanças e nos seus estatutos. Os livros de 1 e 2 João foram escritos para que os Crentes possam ter certeza Bíblica de salvação, devemos nos aplicar no estudo e compreensão de tais cartas. Pois não basta confessarmos á Jesus como Senhor, mas temos que fazer a vontade de Deus, que está expressa na sua Palavra.

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” 
Mateus 7:21


                                  

Como disse alguém:

   “Se tratarmos as escrituras de maneira errada, creremos no deus errado, embarcaremos na salvação errada e vamos parar no CÉU ERRADO.”


Citações:
¹
http://bereianos.blogspot.com.br/2007/11/letra-mata-marginalizao-do-estudo.html#.UX8P3qKmitY


Guilherme Barros

segunda-feira, 29 de abril de 2013

UMP Indica: Livro Disciplina na Igreja

Disciplina na Igreja (Jim Elliff – Darly Wingerd) Disciplina na Igreja (Jim Elliff - Darly Wingerd), 2.9 out of 5 based on 5 ratings
O livro Disciplina na Igreja (Jim Elliff – Darly Wingerd), da Editora Fiel, fala sobre erros e pecados que devem ser tratados na igreja.
Breve sinopse:

Deus usa a disciplina como forma de crescimento e restauração, sendo também uma forma de amor. Assim, Ele deseja que Sua igreja seja pura, íntegra, de boa reputação, entre outros.
Deus corrige seus filhos através de conselhos, repreensões, instruções, admoestações, e até mesmo sua saída da igreja.
A versão digital deste livro está disponível de graça no site da Editora Fiel no formato PDF, é um excelente material, vale a pena conferir !

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Você deveria orar para Deus salvar seus queridos? Com a Palavra, Michael Horton


Calvinistas ouvem seus amigos arminianos fazerem essa pergunta o tempo todo. Normalmente, há a intenção de ser uma pergunta retórica. Em outras palavras, esta é, na verdade, uma afirmação: Se você crê que seu amigo incrédulo está morto em pecado até que Deus unilateralmente o regenere e que Deus incondicionalmente escolheu quem salvará, então qual o sentido?Que sera, sera: O que será, será.
É claro, essa é uma objeção extraordinária ao hipercalvinismo, mas falha em atingir o alvo reformado. Nossas confissões ensinam que Deus trabalha por meios. Embora o Pai tenha escolhido incondicionalmente alguns de nossa raça condenada para a vida eterna no Filho, os eleitos não foram redimidos até que Deus enviou seu Filho “na plenitude do tempo”, e eles não são justificados até que o Espírito lhes dê fé em Cristo por meio do Evangelho. Invocando o argumento do Paulo (que vem logo após o ensino sobre eleição incondicional), “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?… De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”. (Rm 10.14-15,17)
Por anos, inverto esta questão retórica, perguntando “Por que alguém oraria pela conversão de seus queridos se Deus não é soberano em dispensar sua graça?”. Arminianos não deveriam orar para Deus salvar seus amados, porque Deus poderia responder: “Olha, eu já fiz minha parte; agora é a vez de vocês”. Todavia, eu percebo que os arminianos tipicamente não são menos zelosos ao orar pela salvação dos perdidos que os calvinistas. Estamos juntos em oração.
Não tão rápido, diz Roger Olson, famoso professor batista e escritor do livro Arminian Theology [Teologia Arminiana]. Os meus leitores talvez saibam que eu e meu amigo Roger nos envolvemos em discussões sobre esses assuntos. Ele escreveu o livro Against Calvinism [Contra o Calvinismo] e eu escrevi For Calvinism [Pelo Calvinismo] e tratamos desses assuntos pessoalmente como parte de uma série do meu site, White Horse Inn. Estamos tentando entender caridosamente a visão um do outro, ainda que criticamente. Neste espírito, prosseguimos.
Em um texto recente, Roger cutucou o vespeiro ao sugerir que os “arminianos não deveriam orar para que Deus salve seus amigos e entes queridos”. Pode ser que alguém esteja usando “salve” de maneira diferente. No entanto, “uma interpretação de texto normal me parece indicar que pedir que Deus salve alguém, sem alguma qualificação, é o mesmo (não importa a intenção) de pedir que Deus faça o impossível (a partir de uma perspectiva arminiana)”.
Ele acrescenta: “Assim, se uma pessoa me pergunta sobre esse tipo de oração, eu a levaria a uma discussão com ‘O que você deseja que Deus faça?’. Se a pessoa disser ‘estou pedindo que Deus intervenha na vida deles ao forçá-los a arrepender-se e crer’, eu diria que ‘Isto não é possível’ e explicaria por quê”.
(Porém, Roger, devo divagar aqui: Quem na terra, incluindo o calvinista mais inflexível, iria dizer ‘‘estou pedindo que Deus… force-os a arrepender-se e crer”? Mais uma vez, você deve observar nossas confissões para nossas perspectivas sobre o assunto e todas elas unanimemente ensinarão que ao, nos chamar eficazmente, o Espírito não força nossa vontade, mas a liberta da escravidão do pecado e da morte. A fé é inteiramente o dom de Deus e inteiramente a resposta livre de um ser humano que foi revivido pelo Espírito por meio do Evangelho).
O argumento de Roger é que um arminiano que ora esse tipo de oração está agindo como um calvinista, porém, na verdade, pedir que Deus “force-os a arrepender-se e crer” não é uma forma calvinista de oração.
Dito isso, creio que Roger tem a consistência ao seu lado quando se trata de sua própria posição. “’Senhor, salve meu amigo’ (sem qualificação) normalmente reflete o monergismo, não o sinergismo”. (Como Paulo disse que sua“oração a Deus por Israel é para sua salvação” [Rm 10.1], me alegro em descobrir que esse é mais outro texto-prova do monergismo!)
O professor Olson não está sendo preciosista ao sair por aí falando que seus companheiros arminianos não devem orar pelas pessoas; ele só quer que sua oração seja consistente com sua teologia. Ele explica: “Se eu escutar meu pastor, meu professor da EBD ou um aluno orarem algo como ‘Deus, por favor salve fulano e sicrano’, provavelmente irei até aquela pessoa, perguntarei o que ela quis dizer e darei a sugestão de mudar as palavras no futuro para que ela alcance o sentido pretendido. Por quê? Porque orações públicas também ensinam. As pessoas que ouvem um pastor, um professor de EBD ou um estudante orando tal oração provavelmente entenderão errado (a não ser que a intenção da oração seja monergística)”.
Fico feliz porque a maioria dos arminianos não são consistentes nesse ponto. Como Deus usa meios (incluindo nossas orações) para cumprir seus propósitos, é verdadeiramente bom que cristãos de qualquer linha estejam pedindo que Deus traga seus queridos – e os nossos – à fé salvífica em Cristo, assim como Deus usou a oração de todo tipo de pessoas em nosso caso. E é bom que Deus possa de fato responder essa oração, certo?
Traduzido por Josaías Jr | iPródigo.com | Original aqui

Intercâmbio feito por Walber Arruda

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Pré-parados


Em uma batalha, um comandante tem que se certificar que todos seus soldados tem o treinamento, suprimentos e ordens necessárias antes do combate. Eles devem estar preparados. Sendo Jesus nosso general, nos deu uma missão e todo o preparo necessário para seu cumprimento: “vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas”[1]. Diante dessa ordem tão clara e específica, justificamos nossa inércia pela falta de capacitação, estamos pré-parados esperando um preparo que nunca chega.

Quando sou convidado para ministrar alguma oficina sobre evangelismo, sempre começo perguntando aos participantes: “qual o preparo necessário para evangelizar?”. As respostas sempre variam entre aprendizado de um método ou modelo de apresentação do evangelho, curso específico de evangelismo e até mesmo curso básico de teologia. No entanto nas Escrituras vemos Jesus ser proclamado por pessoas com pouco ou quase nenhum preparo.

Por exemplo, no evangelho segundo Marcos, capítulo 5 e versículos 1 a 20, vemos que Jesus salva um homem de uma multidão de demônios que o afligia. Esses demônios derrotados tentam trazer um grande prejuízo àquela região entrando numa manada de porcos que se atira no lago. Os moradores daquela região, embora tivessem testemunhado o sinal de que Jesus era o Cristo demonstrando sua autoridade e poder até mesmo sobre os espíritos malignos, insistem para que Ele vá embora dali. O valor dos animais e o medo de seus donos é maior que a alegria da salvação de Deus.

Enquanto isso, o homem que foi liberto daquela legião de demônios pede insistentemente  para que Jesus permita seguí-lO, mas Ele... não deixa! Jesus impede que aquele homem junte-se ao seus discípulos, ordenando que ele “volte para casa e conte aos seus parentes o que o Senhor lhe fez e como Ele foi bom para você”[2]. Mas será eficiente esse ministério com tão pouco preparo?

O evangelista nos informa no versículo 20, que Ele não somente pregou a seus familiares, mas por toda a região conhecida como Decápolis e o resultado foi que “todos ficavam maravilhados”. Como foi poderosa a ação desse enviado, fiel ao chamado do Senhor para a missão dada: dar testemunho do que Deus fez em sua vida!

O jovem gadareno em Decápolis[3], André a seu irmão Simão[4], Filipe a Natanael[5], A mulher samaritana em sua cidade[6]... não faltam na Bíblia relatos de pessoas que testemunharam de forma simples e eficaz sobre a pessoa, a obra e os ensinamentos de Jesus.

Perdemos muitas oportunidades de proclamar o Evangelho porque consideramos o evangelismo um programa da igreja que necessita um sofisticado preparo teológico e não o resultado natural do novo nascimento. Testemunhar nas situações do dia a dia, contando o que o Senhor nos fez e como tem sido bom para nós é uma maneira poderosa de proclamar o Evangelho com naturalidade e grande eficiência.

Não devemos negligenciar o aperfeiçoamento pelo conhecimento da Palavra de Deus. Toda preparação e capacitação para a melhor ação no Reino vem do Senhor e faz parte do discipulado e crescimento cristão. Devemos nos apresentar a Ele “como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a Palavra da Verdade”[7]. Não devemos tampouco atribuir a falta de preparo o que muitas vezes na verdade tem sido vergonha do Evangelho e falta de amor pelo próximo.

Como canta o Grupo Logos:
“Há muitos que perdidos pro fim caminham, sem saber
Vão, sem ouvir da paz! Sem conhecer a paz!
Será que não nos pesa deixar que morram sem saber
Que só Jesus é paz? Que só em Cristo há paz?
Vai contar ao povo o que Jesus por ti um dia fez!
Teu amor consegue aos outros alcançar?
Só então, os teus amigos transformados em irmãos,
Galardões eternos lá nos céus serão!”


Que o Senhor nos perdoe por não usarmos cada situação do nosso dia a dia para anunciarmos a Jesus. Sejamos ousados sabendo que não é nosso preparo, mas o Espírito Santo quem convence do pecado, da justiça e do juízo..

[1]Marcos 16.15
[2]Marcos 5.19
[3]Marcos 5.1-20
[4]João 1.35-42
[5]João 1.43-51
[6]João 4.1-42
[7] 2 Timóteo 2.15

Gleidson Lacerda

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O Deus da Providência


Outro dia um querido irmão em Cristo me escreveu dizendo: "Pastor tenho andado extremamente preocupado com as minhas contas. Tenho tantas dívidas que não sei o que será da minha vida. Minha vontade é sumir do mapa, o que eu faço diante dessa ansiedade que corrói a alma? "

Pois é, nós temos um Pai Celestial que é bom e que cuida de cada uma das nossas necessidades. Todavia, por motivos diversos, não são poucas as vezes que nos sentimos inquietos diante dos desafios que a vida nos impõe. Lamentavelmente são em situações deste nipeque damos vazão a ansiedade permitindo com que ela mine a nossa fé em Deus. 

Caro leitor, no Sermão do Monte, Jesus afirmou que não deveríamos ficar ansiosos pela  vida. O ensino bíblico é que deveríamos confiar no suprimento do Senhor quanto às necessidades básicas, tais como alimentos, roupas e saúde. Temos um Pai celestial, disse Jesus, que sabe aquilo de que precisamos e irá suprir todas as nossas necessidades. Em suas epistolas, tanto Pedro como Paulo repetiram esta conclusão: “Não andeis ansiosos de coisa alguma” (Fl 4:06; I Pd 5:07) em lugar disso, devemos lançar diante de Deus as nossas petições, mediante orações, súplicas e ações de graça, esperando assim, experimentar a paz de Deus que excede a todo entendimento. 

Além destes textos, as Escrituras estão repletas de versículos que nos incentivam a confiar na providência do Senhor. 

"Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."
 Mateus 6:30-33

"E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra; conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça." 2 Coríntios 9:8-10

Isto posto, confie no Senhor lançando sobre ele a sua ansiedade, pois com certeza Ele tem cuidado de cada um de nós.

Pense nisso,

Renato Vargens

Intercâmbio feito por Joana Darc

terça-feira, 23 de abril de 2013

Jezabel, Modelo de Mulher à Não Ser Seguido.


“Nunca existiu ninguém como Acabe que, pressionado por sua mulher, Jezabel, vendeu-se para fazer o que o Senhor reprova. Ele se comportou da maneira mais detestável possível, indo atrás de ídolos, como faziam os amorreus, que o Senhor tinha expulsado de diante de Israel”. (1 Reis 21: 25-26)

             Acabe estava amargurado e triste deitado em sua cama porque Nabote, um jezreelita, que possuía uma vinha ao lado do seu palácio não quis vendê-la para que Acabe pudesse fazer uma horta no lugar. Então Jezabel, esposa de Acabe, vendo a tristeza de Acabe, foi até ele e disse-lhe: "É assim que você age como rei de Israel? Levante-se e coma! Anime-se. Conseguirei para você a vinha de Nabote, de Jezreel”. (1 Reis 21: 7)

             Após esse episódio, Jezabel escreveu cartas em nome de Acabe, pedindo aos anciões e aos nobres, para trazerem Nabote cativo para frente do palácio, de frente a todo o povo. E para que o colocasse à frente de dois homens más e que estes acusariam Nabote de ter blasfemado contra Deus, e depois deveriam levá-lo para fora e apedrejá-lo até a morte. Assim o fizeram até a morte de Nabote. Jezabel após saber a notícia correu a Acabe e disse-lhe: "Levante-se e tome posse da vinha que Nabote, de Jezreel, recusou-se a vender-lhe. Ele não está mais vivo; está morto!" (1 Reis 21: 15b)

            Elias, enviado pelo Senhor, foi até onde Acabe se encontrava e lhe disse: "porque você se vendeu para fazer o que o Senhor reprova”. (1 Reis 21: 20b).

Depois de lermos sobre esse capítulo da história de Jezabel e seu esposo Acabe, trago de volta as primeiras partes do texto onde cito o versículo 25 parte b deste capítulo 21, onde diz: “porque Jezabel, sua mulher, o instigava”. Por isso Jezabel é um exemplo de esposa e mulher a não ser seguida, ela foi má, ela agiu com pensamentos dobres, onde buscou um único benefício, sem pensar nas consequências que isto traria para ela e sua família, ela quis tomar as “rédeas” dos problemas do marido e acreditou que ia conseguir tudo isso satisfazendo o desejo de Acabe de possuir a vinha, na verdade ela acabou destruindo tudo.

            Acabe era um rei e possuía poder e autoridade, estes sabemos que são dons de Deus. Os que os possuem estes dons têm a responsabilidade divina de utilizar esse poder e essa autoridade com piedade. Mas Acabe não soube usar isso corretamente, deixando Jezabel ser autoritária, e acabaram que os dois pecaram contra Deus. Mas se voltarmos um pouco na Bíblia veremos que Acabe e Jezabel já começaram pecando contra Deus em seu casamento: “Acabe, filho de Onri, fez o que o Senhor reprova, mais do que qualquer outro antes dele. Ele não apenas achou que não tinha importância cometer os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, mas também se casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e passou a prestar culto a Baal e a adorá-lo.  No templo de Baal, que ele mesmo tinha construído em Samaria, Acabe ergueu um altar para Baal”. (1 Reis 16, 30-32).
            Então, de quais características de Jezabel podemos tirar ensinamentos para nosso crescimento?

1º Jezabel era perseguidora implacável daqueles que serviam a Deus

             Tantas mulheres hoje em dia tentam conseguir seus objetivos utilizando-se de meios carnais e assim se tornando perseguidoras, atrapalhando a vida espiritual dos homens. Não devemos ser empecilhos como paredes e obstáculos, mas sim facilitadoras do reino de Deus como pontes e escadas.

2º Jezabel muitas vezes conseguiu inspirar e seduzir os servos não vigilantes a comerem coisas sacrificadas aos ídolos

             Hoje em dia nossa sociedade cristã está corrompida por idolatrias das mais diversas. A tolerância passiva também é outro grande dilema, tolerando algumas coisas acabamos concordando com elas e isso a igreja moderna tem feito muito bem.

3º Jezabel não se submetia ao seu esposo

            Augustus Nicodemos escreve em seu livro “A Bíblia e sua família”: “Sujeitar-se significa ‘colocar-se sob autoridade de alguém, submeter-se, obedecer’. O conceito neotestamentário de submissão a alguém que está em autoridade não implica a inferioridade do que se sujeita nem a superioridade do que está em autoridade. Trata-se de funções, e não de valor pessoal...homem e mulher são iguais, embora desempenham papéis diferentes.”

            A submissão e o temor do SENHOR andam juntos, precisamos entender submissão como uma atitude de amor. (Não vou entrar do ‘dilema’ sobre submissão feminina se não ia dar muito pano para manga rsrs)

4º Jezabel tomou as dores de Acabe para si

            Lemos que Jezabel logo notou que seu esposo estava mau e então tentou dar um jeito de arrumar a história para ele. A preocupação de esposa é normal e agradável em um casamento, mas tentar ferir o outro por conta da mágoa que o esposo sofreu é claramente inaceitável, é errar por você e por ele. As mulheres devem se levantar com sabedoria para ajudar seus esposos e não como Jezabel fez, com falsidades, mentiras e enganações. Quando quebramos os mandamentos de Deus o desagradamos profundamente. Nós mulheres precisamos ser cheias do Espírito Santo de Deus, conselheiras e auxiliadoras (lembrando que essa não é somente uma lição para casadas, mas para solteiras que buscam um compromisso com um homem de Deus também).         Deus quer ser glorificado em nossas vidas e como podemos fazer isso é nos submetendo à sua vontade que é boa, perfeita e agradável. Proponho que possamos orar mais pedindo ao SENHOR para sermos mulheres segundo o coração de Deus, para que assim possamos ser benções em nossos relacionamentos como amigas, esposas, mães e irmãs. Glória a Deus sempre!

Laryssa Lobo

segunda-feira, 22 de abril de 2013

UMP INDICA: A Poesia Caminha, Histórias de Viagens por Cidades e Sonhos (Gladir Cabral e Jorge Camargo)


Estava me segurando pra fazer essa indicação mais tarde, mas não consegui. Este é o novo trabalho em parceria de Gladir Cabral e Jorge Camargo. A POESIA CAMINHA, HISTÓRIAS DE VIAGENS POR CIDADES E SONHOS, faz um percurso maravilhoso pela história, pelos ritmos de cidades muito conhecidas como Rio, Londres, Havana, e até uma passagem pelas famosas Pasárgada, em citação a Manuel Bandeira e a maravilhosa  Nárnia de C.S. Lewis. Boa música e poesia em alto nível de dois dos maiores músicos brasileiros da atualidade. 

A obra está disponível na livraria cultura, através do link

Veja a capa do disco:
Assista ao Teaser do trabalho

Não custa nada lembrar que em Agosto, Gladir estará conosco na comemoração dos 20 anos da UMP da IV. Todos mais que convidados.

Presb. Cícero da Silva Pereira


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Quando se Faz Necessário Calar


              A noção de democracia, que rege a nossa sociedade nos dá uma falsa impressão de que, para sermos respeitados, temos que opinar sobre tudo, alardear nossas opiniões, comprar discussões infrutíferas e nos envolver em polêmicas.

            Entretanto, a palavra de Deus, em Tiago 1: 19-20, alerta que: “Todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. /Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus”.

            Algumas das situações citadas acima, que nos são colocadas no cotidiano, ao invés de glorificar o nome do Senhor, às vezes nos envolvem em ciladas que culminam em falatórios vazios, mal estar desnecessário e uma mancha em nossa comunhão com Deus.

            Em vários trechos da Bíblia, fica claro que a boca é caminho para a perdição e que as palavras, tanto traduzem sabedoria, quanto tolice, como é possível observar em Provérbios 15:2: “A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a tolice”.

Diante de tantas situações que envergonham os mandamentos de Deus, muitas vezes, esperar a resposta vinda do Senhor é mais produtivo do que se expor em situações que desagradam o Pai.

            As polêmicas, as grandes divulgações que ferem a santidade da palavra de Deus, as distorções da moral e da ética cristã, muitas vezes devem nos servir de reflexão e alerta individual para a prática do “vigiar e orar” e não do “discutir e irar-se”, pois a figueira seca está, por si só, infrutífera diante da glória do Pai.

            Não busquemos a exaltação e a glória diante dos homens, através de palavras para que não sejamos envergonhados, mas que tenhamos a sabedoria e a humildade de sempre clamar à Deus: "Dirige os meus passos nos teus caminhos" (Salmos 17:5)

Andrea Grace

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Uma Conversa Informal Sobre Cristianismo

(Conversa hipotética entre um crente do século XVI e outro dos dias atuais)

Crente século XVI – Caríssimo irmão é um grande privilégio conversarmos sobre nossa fé comum, ainda que estejamos separados por quase cinco séculos. Gostaria muito de saber dos avanços da causa de Cristo nos seus dias. Importa se lhe fizer algumas perguntas?

Crente atual – Claro que não, digníssimo irmão. Eu é que me sinto honrado em conversar com alguém que esteve em uma época tão distinta de nossa história, fique a vontade para me fazer as suas perguntas.

Crente século XVI – Acredito que você está informado de nossas agruras no passado. De como labutamos por reformar a religião vigente em nossa época e como o Senhor nos concedeu graça de prevalecermos contra os nossos adversários. Gostaria de saber como andam eles e que tipo de adversários vocês têm nestes dias?

Crente atual – Estimado irmão, ainda contamos com muitas lutas para mantermos nossas convicções. Os mesmos inimigos do passado ainda prevalecem, de fato, eles receberam um duro golpe em sua época, porém ainda persistem, com suas mesmas idolatrias e dogmas ultrapassados, mas agora eles mantêm um discurso mais moderado, nos chamando de irmãos separados e empreendem esforços para unir todas as igrejas cristãs em algo chamado de ecumenismo. Na realidade nossos maiores inimigos são aqueles que estão dentro daquilo que chamamos “evangelicalismo”, aqueles que se parecem conosco e não são e que são contados como se fossem evangélicos.

Crente do século XVI – Ora, irmão. Em nossos dias também tínhamos nossos opositores que surgiram em nosso meio. Eles eram conhecidos como anabatistas e místicos e nos trouxeram muitos males. Quais são os inimigos da igreja de Cristo nesses dias e quais são suas doutrinas.

Crente atual – Os inimigos da igreja atualmente, travestidos de ovelhas são aqueles que anulam a cruz de Cristo e fazem do Seu sacrifício algo menor do que nada. Eles dizem que podem salvar a si mesmos e quando dão alguma parte a Cristo dizem que Ele possibilitou a salvação apenas, mas não que Salvou eficazmente os eleitos que Ele mesmo comprou com Seu precioso sangue. Alguns deles continuam acreditando em teologias místicas e pensam que Deus atende uma agenda evocada por líderes poderosos que fazem “grandes sinais”, como curas, línguas estranhas e que podem até mesmo falar com uma palavra de revelação divina. Mais recentemente, alguns grupos passaram a crer que não podem ser pobres e que a riqueza pode ser adquirida com a frequência em alguma reunião realizada pela igreja e por chamadas “campanhas”, onde se pode comprar, através da oferta, a bênção do Senhor. Esses são um grupo grande que não pregam a conversão e que mantém grandes impérios econômicos de mídia e em geral enfrentam processos na justiça.

Crente século XVI – Em nossa época já existiam pessoas assim, como mencionadas por você, esses eram conhecidos como semi-pelagianos e mais tarde foram chamados de arminianos. Com relação aos místicos eles eram mais comuns aos papistas que buscavam a glória do homem e não de Deus. As campanhas que você mencionou, também eram feitas por eles, estranho o fato desses que você comentou sejam conhecidos como evangélicos. Mas me diga como está à adoração do povo em dias tão modernos que tipo de experiência nosso povo tem experimentado com nosso Senhor?

Crente atual – Hoje em dia adorar na igreja e em particular é algo bem menos praticado. É bem mais comum a adoração coletiva, mas não a adoração coletiva pratica na igreja, onde o adorador é motivado a conhecer a glória de Deus e tem repulsa a sua vileza pecaminosa. Existem em nossos dias grandes grupos de músicas que são contratados pelos poderes públicos e que fazem grandes encontros religiosos. Esses ganham grande quantia de dinheiro ao fazerem esses encontros e se dizem “ministros de Cristo”. O povo consequentemente, vê nesses encontros a oportunidade de receber aquilo que não recebem na igreja. Esses encontros não contam com a ministração da Palavra, mas apenas menção dela, e os sentimentos proporcionados pela música são mais importantes do que a Palavra de Deus.

Crente século XVI – Isso realmente é muito sério. Mas o que dizer dos pastores dessas ovelhas de Cristo? O que eles fazem para manter a igreja longe dessas práticas?

Crente atual – Eles, hoje em dia, têm inúmeras dificuldades. São tentados a atender tais reivindicações com medo de perder suas funções em igrejas grandes, além de serem fracos em conhecimento bíblico e também no temor de Cristo. Aspiram grandes coisas, como crescimento econômico, influência e notoriedade pública através da política. Muitos deles não estudam mais as Santas Escrituras, nem mesmo a conhecem bem. Pois preferem o conhecimento de certas linhas do conhecimento humano como psicanálise e marketing, além de gestões empresarias. Eles são mais administradores do que pastores. Mas nem todos podem ser contados dessa maneira, havendo como sempre há pessoas fiéis ao Senhor que se empenham em ter seus ministérios aprovados pelo Senhor.

Crente século XVI – Caro irmão, quando entregamos o bastão as nossas gerações posteriores sabíamos que não teríamos solo fértil. Pois, a fábrica de ídolos insiste em ganhar o coração humano. Já em nossa época tínhamos muitos desafios, mas permanecemos firmes e conseguimos muitos avanços. Espero que vocês encontrem como barrar esses desafios tão urgentes na época de vocês e que o nome do Senhor sai vitorioso, no valioso testemunho de homens fiéis. Espero sinceramente que nossa época, bem como, nossos líderes sirvam de inspiração para vocês e que vocês sejam bem sucedidos em tudo. Essa é a nossa sincera oração pela igreja do Senhor.

Crente atual – Ficamos honrados por tão grande entusiasmo. Sabemos dos desafios e buscaremos sempre que possível levar adiante a mesma fé dos nossos antepassados. Mesmo sabendo da grande oposição, o Senhor será conosco. Que Ele continue a nos conduzir e certamente sairemos vitoriosos. Deus seja glorificado em todos os tempos, nações e circunstâncias, amém. 

Rev. Fabiano Ramos Gomes

Intercâmbio feito por Walber Arruda

terça-feira, 16 de abril de 2013

A Palavra e as Palavras


O exercício de escrever muitas vezes é sangrento para alguns aventureiros do reino das letras. Certas vezes as palavras teimam em passear distante de nosso pensamento, e por mais que as busquemos, e ofereçamos todas as benesses possíveis para que elas nos invadam a mente e deslizem calmamente para a ponta dos dedos e transmitirem a algum teclado uma mensagem passada durante o percurso, pelo coração, as mesmas reinam soberanas e distantes da nossa vontade, como a dizer: - Vá, tente traçar algumas linhas sem nós. E assim ficamos inertes, saudosos, desejando nossas amigas palavras como desejamos umas sementes para plantar uma ideia. Estes momentos não são iguais e muito menos coerentes. Ás vezes, quando num jejum de leitura, elas parecem que nunca estiveram ali, e assim qualquer esforço de organizar uma frase, a partir da união desses ícones vocabulares, se esvai. Por outro lado, em alguns instantes a cabeça fervilha de ideias e quando vamos às letras, eis que a verdade aparece: estou só, sem palavras e sem rumo para minha escrita. E agora, onde está aquele estado de êxtase mental, capaz de desafiar o mais profícuo escriba? Foi-se como poeira no vento, de tal maneira que mesmo antes de vê-la, já não é mais. Fazemos então, todo tipo de ginástica e negociação. Andamos, relaxamos, bebemos água, e quando voltamos, a única mensagem que temos é a delas, as palavras, a nos dizer que não adianta fazer nada. Elas não nos querem. E continua o nosso suplício. Como entregar o texto pro blog? Não vai dar tempo. Não tem como. Um misto de desespero e conformismo começa a tomar conta. O desespero de se conformar com as ausências daquelas que tanto nos ajudam, nos acompanham, fazem nossa ideias ficarem mais claras, nos auxiliam nas dúvidas e até nos mostram quando são desnecessárias, a fim de que a frase fique mais elegante. Desta vez elas resolveram não aparecer. Então fazer o que? Desistir, por enquanto desta batalha e render-me à dizer que não tenho o que dizer, pelo fato de estar sem palavras. E ao encaminhar uma despedida, lembro-me de pensar no Senhor Jesus, a Palavra, o Verbo de Deus, que prometeu nunca me abandonar, ainda que em momentos de extrema ausência, seja de familiares, amigos, bens, saúde ou mesmo de palavras. E, definitivamente, não tenho palavras para agradecer tamanha graça.

Deus nos abençoe

Presb. Cicero Pereira

segunda-feira, 15 de abril de 2013

UMP INDICA: Como então viveremos? Davi Charles Gomes

            O livro de Eclesiastes, escrito pelo sábio Salomão e inspirado pelo Espírito Santo, é um incrivelmente profundo, mas as vezes não conseguimos absorver de forma clara seus ensinamentos, ficando perdidos em meio a sua densa linguagem poética. O vídeo que indicamos hoje é uma pregação do Pastor Davi Charles Gomes neste livro e que nos auxilia neste missão de compreender aquilo que Deus deseja nos revelar a través desta porção da escritura.

            Nela podemos responder uma indagação inadiável: como viveremos? A partir da exposição de Eclesiastes 9.1-10, as escrituras sagradas nos revelarão o caminho que nossos passos devem trilhar e a forma com que nosso coração deve percorrer a estrada da existência, em direção à eternidade.

            O resumo desta excelente mensagem é: Nem as incertezas, nem a transitoriedade da vida devem nos impedir de viver intensamente e ao mesmo tempo sem ansiedade, descansados no Deus que controla o nosso destino e sabedores de que não controlamos pessoas nem circunstâncias, gozando a vida e sabendo que a “vida debaixo do sol” não é o fim!

Veja o vídeo:


Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Triste Imperfeição


Desde o inicio de sua fé o cristão tem um propósito bem definido. Parecer-se com Cristo. Para tanto ele busca firmemente a perfeição. Todo aquele que é nascido de novo almeja isto em seu coração. Este é o seu maior intento e não descansará enquanto não atingir este propósito. Ele se sente encorajado e fortalecido pelo Espírito Santo e impulsionado por sua fé para seguir sua peregrinação.

Mas logo percebe que nem tudo são flores e que apesar de ter experimentado o novo nascimento, abandonando aqueles velhos vícios que o embaraçava no passado e largando toda a sorte de males que o dominava por completo em outros tempos, o velho homem ainda está alojado dentro dele, tentando pegá-lo despercebido e assumir as rédeas do seu coração novamente. Sua natureza carnal continua sobrevivendo, e mesmo sem o vigor de antes, vez por outra ela parece esboçar sinais de reação. É tudo muito rápido. Quando menos se espera, o gigante que parecia adormecido, se acorda, tentando causar estragos. E nesta hora, o mais firme dos crentes titubeia e ver toda a sua reserva de jejuns, orações e leituras bíblicas se esvair subitamente.

O homem interior está sempre pronto a viver com pureza e retidão. Seu espírito quer agradar a Deus há todo momento. E mesmo que não se entregue de forma voluntária e desenfreada a perversão como em outros tempos, ele falha. Sua carne acaba por fazer aquilo que ele mesmo recrimina. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. (Rm 7.19). Há uma desarmonia entre o querer e o fazer. Seu espírito sempre está pronto, mas sua carne é fraca. O desejo de sua alma é oferecer sacrifícios agradáveis ao Senhor, mas seu corpo aspira à imundícia.

É certo que o servo de Deus consegue resistir a muitas das investidas de sua própria carne, ele possui o fruto do Espírito. Mas nem isso é capaz de cessar sua aflição, pois ele ainda apresenta defeitos. A única coisa que deseja o fiel, é poder apresentar-se a Deus como uma oferta suave. Ele sabe que a “mais simples” transgressão que comete, representa uma terrível afronta ao Senhor, a quem ele adora com toda sinceridade. Então o coração do pobre pecador pranteia diante do seu Deus e semelhantemente ao publicano, ele clama: Ò Deus, sê propício a mim, pecador!

Mesmo enfraquecido ele se aproxima do Misericordioso e lhe faz uma oração:

Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões.
Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado.(Sl 51.,2)

Que terrível angústia sente aquele que deseja ser fiel ao seu Criador, e não consegue. Mas mesmo triste seu coração não se desespera, pois logo lhe vem o Senhor e lhe restaura a alma. Pois ele é tido como bem-aventurado, porque chora. E todo aquele que chora pelos seus pecados, será consolado. Ele se levanta do pó e da cinza, limpa as suas vestes e continua sua jornada rumo á perfeição.

- Mas ele jamais a alcançará! (Alguém poderá dizer).

Ele sabe disso! Mas nunca irá se conformar com o pecado.  Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado (1 Jo 5.18). E continuará a sua caminhada até o dia em que o seu corpo será revestido de glória. E assim como Cristo é, ele também será. E em pouco tempo, estará livre da escravidão da corrupção deste fardo de carne, e desfrutará da liberdade gloriosa dos filhos de Deus. E ele não precisará mais perturbar-se com a matéria carnal, pois ela será transformada e imaculada.

E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. (1 Co 15.54)

Missionário Ericon Fábio