terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Como Posso ter um Feliz 2014?

Se nossa alegria depender das circunstâncias, não haverá garantia alguma, tão pouco formulas que propiciem um 2014 calmo, sereno e tranquilo. Não temos como controlar de forma absoluta os acontecimentos do ano vindouro, por mais diligentes e esforçados que sejamos. Toda pretensão neste sentido será vã.


No entanto nós temos um esteio infalível. Um abrigo para os nossos corações que independe das surpresas que 2014 nos revela: A fé no Deus Soberano. O seu imenso poder, acompanhando de sua misericórdia, são o arrimo de nossa alma. A nossa confiança repousa Naquele que não poupou seu próprio filho em nosso favor. Ele é digno de todo o crédito.

E esta fé deve nos acompanhar até mesmo nos momentos mais obscuros que podem nos acometer neste ano que se avizinha, pois é isto que devemos aprender com Davi no Salmo 13. O Salmista encontrava-se em um momento de aflições gigantescas e duradouras, ao ponto de se questionar se Deus estava contemplado-o:

Até quando, Senhor? Para sempre te esquecerás de mim? Até quando esconderás de mim o teu rosto?
Salmos 13:1

Nos momentos de luta é normal que nossa carne se incline à dúvida e ao questionamento, mas devemos fazer como Davi e direcioná-las ao único que pode nos responder e socorrer, ainda que aos nossos olhos humanos Ele pareca demorar-se. Somente ele pode iluminar nossos olhos, que no caso deste texto se refere ao próprio ato de dar a vida. Sem Deus não há esperança, apenas morte: 

Até quando terei inquietações e tristeza no coração dia após dia? Até quando o meu inimigo triunfará sobre mim?
Olha para mim e responde, Senhor meu Deus. Ilumina os meus olhos, do contrário dormirei o sono da morte; os meus inimigos dirão: "Eu o venci", e os meus adversários festejarão o meu fracasso.

Salmos 13:2-4

Porém o Salmo não termina de forma melancólica. O Salmista direciona seus olhos para o futuro, muito além das águas turvas em que se encontra no momento. A sua esperança em Deus aquece e acalma seu coração, enchendo o de alegria, mesmo em meio à aflição e a dor: 

Eu, porém, confio em teu amor; o meu coração exulta em tua salvação.
Quero cantar ao Senhor pelo bem que me tem feito.

Salmos 13:5-6

Está é a formula para um ano feliz, o que não é sinônimo de uma no sem tribulações e adversidades. A felicidade está em Deus e em sua maravilhosa presença. Ainda que a noite escura nos envolva, Cristo é a nossa luz. Devemos direcionar nossa vista cansada para Ele, assim nossa alegria não será destruída em meio aos desafios de 2014.

Esta é a lição do Salmista, pois como comenta João Calvino:

"É possível que não vivamos totalmente livres de sofrimento, não obstante é necessário que essa fé regozijante se erga acima dele e nossa boca se abra de cântico por conta da alegria que está reservada para nós no futuro, embora ainda não seja experimentada para nós."

Te desejo um feliz 2014!
Com muita alegria e paz, mas acima de tudo a presença de Deus, que nos sustenta e nos alegra até mesmo em meio as tempestades mais inesperadas e amedrontadoras

RODRIGO RIBEIRO

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Ano Novo, Vida...

“Quero trazer à memória...” Jr 3.21.
          A frase de final de ano após ano é de que “Ano Novo, Vida Nova”, mas olhamos no final de cada ano de promessas anteriores e nos perguntamos onde está o ‘Novo’ tão almejado e esperado? onde está a mudança? a melhoria? a transformação necessária? Algo muda se você não mudar?
         A realidade social é caótica e a política nem se fala. O ano pode até ser novo, mas a vida de milhões continuam velha devido às contas não pagas em meio a novas dívidas, pecados antigos não confessados nem abandonados, vidas sem sentido, sem alegria, sem paz, insensíveis, cheias de incertezas e dissabores, sem perspectivas, sem chances e sem esperança.
        A realidade espiritual não é animadora em virtude da mesmice de muitos, falta de comunhão e intimidade com o Senhor, falta de testemunho, falta de compromisso com o Seu Reino. Falta-nos amor aos perdidos, fidelidade ao seu chamado e vocação, falta-nos lealdade aos princípios cristãos que têm sido esquecidos e pisoteados com interpretações estranhas às Escrituras. Até parece que estamos caminhando em círculo ou lutando e golpeando a nossa própria sombra.
       Estas realidades parecem que foram vividas pelo profeta Jeremias quando numa reação bíblica sacode toda poeira e mofo social, político, emocional e espiritual ao dizer: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança...” O profeta olha as glórias do passado, vê o caos no presente, mas não se entrega nem se deixa levar e não perde a certeza de vitória num futuro bem próximo em virtude não de seus conhecimentos, estratégias ou projetos, mas das misericórdias do Senhor que se renovam...
      Há uma esperança, há um renovo, há uma fonte, há uma restauração para todos aqueles que confiam e esperam no Senhor. Isto deve ser visto em sua vida não apenas numa declaração verbal, mas numa vida de fé e prática, no dia-a-dia de cada um para então experimentar, diariamente, em seu ser, que de fato o Ano Novo está sendo uma Vida Nova. Que tal começar a mudança hoje? Ano Novo e Vida Nova para você, amado blogueiro, para todos nós.

Rev. Fábio Bernardo

Nova Ordem Mundial

 A história da humanidade tem sido marcada por acontecimentos que modificaram, drasticamente, os comportamentos dos seres humanos, afetando diretamente as dimensões políticas, econômicas, éticas e sociais. Geralmente, estas mudanças ocorreram após grandes tragédias, a exemplo do atentado terrorista ocorrido em 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

Após superar o impacto dos primeiros momentos de uma tragédia que assumiu grandes proporções procuram-se, imediatamente, explicações para as causas dos incidentes. Em seguida, a tragédia provoca mudanças de rumo que afetam a sobrevivência dos homens no planeta, verificou-se tal fenômeno após as I e II guerras mundiais. Em muitos momentos dramáticos da história da humanidade foi necessário estabelecer uma NOVA ORDEM MUNDIAL, como necessidade de adaptar-se a uma nova realidade.

Esta reflexão nos conduz aos primórdios da vida humana, expresso na literatura bíblica:
 
“E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um homem. E deu à luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar” (GÊNESIS 4.1-7).

Este livro relata o início da criação e a parte mencionada descreve o momento posterior à queda do homem. A criação depara-se com uma situação caótica, a queda do homem do seu estado original alterou, terrivelmente, as condições de sobrevivência na Terra, estabelecendo uma NOVA ORDEM MUNDIAL. O capítulo acima apresenta um resumo sobre os principais aspectos desta tragédia que afetaram diretamente a vida do homem e de todo o planeta.

E A VIDA CONTINUA...

            Os quatro primeiros versículos do texto narram à vida cotidiana no contexto familiar, no ambiente de trabalho e no culto religioso. Estes três aspectos da vida humana estão relacionados ao evento da criação, citados em Gênesis no capítulo 1 a partir do versículo 26 até o capítulo 2:3.

O capítulo 4 apresenta o registro trágico do homicídio ocorrido entre irmãos, no local de trabalho como desfecho dos efeitos do culto. Neste relato sobre o início da vida a partir da queda do homem reafirma-se o propósito da criação relativo a família, ao trabalho e ao culto religioso.

A família é vista como uma instituição divina formada por pessoas criadas a imagem e semelhança de Deus, refletindo tal imagem no relacionamento entre seus membros. Adão e Eva, ao gerarem filhos, cumpriram um decreto divino. No relato referente ao trabalho, Abel e Caim desempenharam atividades decretadas pelo Criador, demonstrando capacidades peculiares aos seres racionais, criados com condições propícias ao desenvolvimento intelectual, bem como de produzir para a sobrevivência.

 Ao concluir a criação, Deus abençoou o sétimo dia, decretando que este seria separado para Sua adoração. Caim e Abel pretenderam obedecê-Lo, por meio de ofertas e sacrifícios em forma de culto religioso. O culto de Caim reprovado por Deus e, o assassinato do irmão no local de trabalho foram evidências do início da NOVA ORDEM estabelecida para a criação. No entanto, a queda não alterou os planos de Deus para a vida no planeta, pois a família, o trabalho e o culto prosseguiram, mas, estas atividades foram contaminadas pela presença do pecado no mundo.

Aplicação: Ser pais e filhos exemplares, agir com ética no lugar de trabalho e cumprir com zelo os deveres religiosos evidenciam a imagem de Deus refletida no homem. No entanto, o envolvimento ativo no cumprimento dos decretos de Deus para a criação (família, trabalho e igreja) não anula a sentença divina proveniente da desobediência.

SOB O REGIME DA LEI

         O desenvolvimento do drama, exposto anteriormente, apresenta distinções claras entre seus principais personagens. Caim, o primeiro filho foi lavrador, oferecendo uma oferta do fruto da terra ao Senhor, teve sua oferta rejeitada. Abel, o segundo filho foi pastor de ovelhas, oferecendo um animal como oferta ao Senhor, teve a sua oferta aceita. A parte b do versículo 4 apresenta o motivo da rejeição de Caim e da aceitação de Abel: “...atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou.”

 O texto prossegue narrando a indignação de Caim e, o pronunciamento de Deus decretando a NOVA ORDEM sobre a vida de Caim. Os versículos 6 e 7 destacam o pronunciamento de Deus e seus efeitos sobre a vida deste homem. Deus revela a Caim a base do relacionamento entre eles, sendo uma ratificação da aliança firmada entre Deus e Adão, “E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás’ (GENESIS 2:15-17).

Eis um relato estarrecedor para Caim e todos os seres humanos. Ao infringir a lei de Deus, o homem tornou-se réu, cuja sentença divina foi à morte, atingindo toda a humanidade. O Senhor, ao aceitar Abel e sua oferta revela uma aliança entre Ele e o homem diferente daquela firmada no jardim do Èden.

Aplicação: O pecado instaurou uma NOVA ORDEM MUNDIAL, tornando o homem réu dos seus próprios atos, afetando diretamente a sua relação com Deus.

O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ

            Concluímos a reflexão anterior afirmando que ao aceitar Abel e sua oferta. Deus revelou uma aliança entre Ele e os homens, diferente daquela firmada com Adão. A oferta de Abel está diretamente ligada à NOVA ORDEM estabelecida por meio da nova aliança. Conforme Gênesis, Caim reconhecia a existência de Deus, prestando-lhe culto em forma de sacrifício. Ao ofertar do fruto da terra, ele acreditava que o produto proveniente do esforço humano poderia agradar à Deus, agindo assim desprezou as palavras que Deus havia proferido aos seus pais sobre sua justiça contida na aliança revelada em Gênesis 2:15-17. Ao oferecer das primícias do rebanho, e da gordura, Abel agiu de acordo com a palavra de Deus “E fez o SENHOR Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu” (GÊNESIS 3:21). Abel ofereceu sacrifício de um animal ao Senhor, pois foi com a pele de um animal que Deus cobriu a nudez de seus pais, portanto, ele atentou para a lei de Deus e para seus efeitos sobre os seres humanos com o evento da queda. A oferta de Abel expressava confiança na providência de Deus que segundo a sua palavra proveria um meio para libertar o homem do estado caótico em que se encontrava, assim “...pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo(HEBREUS 11.4). 

Aplicação: Não valorizar os preceitos contidos na palavra de Deus, leva todas as atividades realizadas pelo homem, inclusive o nosso culto, uma afronta à santidade de Deus. O único meio eficaz para sermos aceitos por Deus é agirmos de acordo com a sua palavra.

CONCLUSÃO


            A cosmovisão cristã reformada entende que, a família, o trabalho e a religião são frutos dos decretos de Deus desde o início da criação, revelada no livro do Gênesis. Entende, assim, que todas as esferas da vida encontram-se contaminadas pelo pecado, devido a quebra da lei que Deus estabeleceu na aliança feita com o homem. Deus proveu um meio para restaurar o homem, transferindo as exigências previstas na lei para seu filho Jesus Cristo, revelando em seu sacrifício uma NOVA E ETERNA ORDEM, a ser adquirida, exclusivamente, pela fé. 

Presb. Amauri Ribeiro

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Em Busca de Serviço

Esta afirmação é digna de confiança: Se alguém deseja ser bispo , deseja uma nobre função. 1 Timóteo 3:1


Não é incomum que aqueles que são logo desde a juventude vocacionados ao sagrado ministério se vejam numa situação inquietante em relação às eleições dos cargos que Deus usa para comunicar Sua vontade em relação ao governo da igreja (1 Tm 4:12-16). O dilema parece ser, na maioria dos casos, entre a convicção interna do chamado e a relativa demora do reconhecimento dele pela comunidade através da ordenação do cargo.

Desejar o presbiterato é desejar uma nobre FUNÇÃO, que Deus designa a quem quer, conforme Sua vontade e edificação do corpo (Ef 4:11-17). É uma característica marcante dos falsos mestres o desejo do cargo pelo poder eclesiástico que se constitui ou a deferência da comunidade (3 João 1:9-12).

Esses, que pensam que o presbiterato é uma ascensão social, sempre acabam expostos como de fato são: carnais. Antes da eleição sempre disponível, ativo na obra, piedoso e exemplar. Porém ao ser eleito, ausenta-se sem motivo justo, não tem prioridade em estudar e ensinar as Escrituras ou muito menos viver uma vida comum com os irmãos para ser exemplar (2 Tm 2:1-8).

Para não incorrer nesse erro, jejue e ore sobre o assunto pedindo a Deus que lhe esclareça quais são as verdadeiras motivações que habitam seu coração. Arrependa-se de todas que não sejam iguais a de Jesus: servir em amor (Jo 13:12-18). Quem quer servir em amor:

  1. Não se ressente do resultado das eleições, pois sabe que o escrutínio é acima de tudo um instrumento de Deus para eleger aqueles que Ele mesmo já determinou pela sua livre  e soberana vontade (At 14:21-24).
  2. Não quer "mostrar serviço", para de alguma forma alcançar popularidade e aceitação necessárias para a eleição. Quem assim age é como Absalão que por muita conversa e bajulação quis usurpar o trono de Davi (2 Sm 15:1-7). Considere bem o fim dele, morto por causa de sua própria vaidade,  e não queira o mesmo pra si (2 Sm 18:9-18)
  3. Não quer provar quem é, não precisa ter seu "ponto de vista" imposto aos outros ao custo da verdade em amor que deve ser vivida na igreja. Quem quer ser inquestionável, não pode ser irrepreensível. O verdadeiro servo dá a outra face, anda a segunda milha. Ensina com doutrina e mansidão. (2 Tm 2:15-26).
  4. Deseja o bem da comunidade e não submetê-la a sua própria vontade. Esforça-se em por em prática o amor na disposição de servir a igreja com seus dons e talentos, ou seja, com a capacitação sobrenatural do Espírito Santo e com os recursos disponíveis que Deus lhe confiou para receber do Senhor a recompensa (1 Pe 5:1-5).

Se você deseja ser usado por Deus em sua fraqueza para o benefício da sua igreja e assim glorificar a Deus, não faltarão oportunidades no corpo para que você possa servir.


Presb. Gleidson Lacerda

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A Luz do Natal ou as Luzes do Natal?

O mês de dezembro é sem sombras de dúvidas o mais iluminado de nosso calendário. As luzes do natal estão presentes não só dentro das casas, nas árvores e seus piscas-piscas, mas também fazem parte de decoração de muitas lojas, e até mesmo das ruas das Cidades. Existe uma clara e inegável ligação entre o Natal e as Luzes, fruto do simbolismo que elas trazem. Quanto mais luz, mais alegria, mais certezas, menos trevas, menos medo. Isto que o mundo deseja. Uma área de tranquilidade, alegria e paz.

No entanto muitos se esquecem de que estas luzes, ainda que produzam um bem estético e psicológico, não podem afastar as verdadeiras trevas, o pecado que habita em nossos corações. Pouco adiante termos ruas iluminadas, se o nosso coração continua na mais profunda escuridão. Quando as luzes da Cidade se apagarem, a alegria da festa momentânea dará lugar ao vazio e a morte de uma vida sem a verdadeira luz.

Mas que luz é está? Jesus Cristo é a luz que veio ao mundo, para nos resgatar do império das trevas (Cl 1.13). O Messias prometido, a criança na manjedoura, o servo sofredor. Ele é o verdadeiro sentido do Natal e a verdadeira Luz.

Mas a verdade é que nem todos que desejam um feliz natal com os lábios, o celebram no coração. O filho de Deus veio ao mundo, é isto que comemoramos hoje, mas o mundo o rejeitou. Como alguém rejeita um Deus que se encarnou e se humilhou por nós? Só existe uma explicação: os homens amam mais as trevas do que a luz.
Amam mais seus pecados do que Cristo. Estes já estão condenados. Nenhuma decoração natalina poderá salvá-los. As luzes da Cidade nada poderão fazer para livrá-los de suas trevas que tanto amam.
A boa notícia é que Jesus nasceu para trazer salvação:

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.
Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.

João 3:17-21

Qual a luz que brilha diante dos seus olhos hoje? Se for somente à decoração oriunda dos piscas-piscas, você ainda está em trevas. Corra para Cristo, a verdadeira luz. Arrependa-se hoje mesmo, saia das trevas e assim possa dizer com os lábios e o coração: FELIZ NATAL!

Se você já tem a Jesus Cristo como o Senhor da sua vida, celebre esta noite especial, perceba a luz de Cristo iluminado todas as outras, e louve o seu nome junto com amigos e parentes. Nós temos muito que celebrar, pois o Messias veio ao mundo para nos salvar. Jesus nasceu! E não importa se foi em dezembro, novembro ou janeiro. Importa que nos alegremos Nele!

FELIZ NATAL!
Com muita luz, mas acima de tudo Cristo, que é a verdadeira luz do mundo.

Rodrigo Ribeiro:

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

UMP INDICA: Cantata Luz

Nesta semana, aproveitando o ritmo dos eventos natalinos, quero indicar a Cantata Luz, uma obra de arte composta pelos mestres Guilherme Kerr e Jorge Rheder. Com grande maestria, sensibilidade e brasilidade, o álbum conta com participação além de Guilherme Kerr e Jorge Rheder, de João Alexandre, Tirza Silveira, Nelson Bomilcar, entre outros. Uma ode ao nosso Deus, que se encarnou, viveu entre nós, morreu e ressuscitou. Faz um percurso completo da obra de nosso Senhor Jesus Cristo e dos propósitos de Deus desde a eternidade. Imperdível.

A abertura dia: Bem no princípio era Deus

O Encerramento diz: E no final será Deus.

Recomendo no nível ouça sem parar.

Escute aqui o especial dedicado a esta cantata no programa Sons do Coração, de Nelson Bomilcar, na rádio transmundial.
http://www.nelsonbomilcar.com.br/sons-do-coracao/especial-de-natal-cantata-luz/


Para adquirir
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Grande abraço e Feliz Natal


sábado, 21 de dezembro de 2013

Perdoado, Perdoa, e de Graça!

Algum tempo atrás, uma mulher foi ao microfone em uma conferência e contou que à 14 anos atrás sua filha adulta tinha sido perseguida e cruelmente assassinada por um homem. A mulher virou-se para mim, em pé na frente de toda a congregação, e começou a derramar seu coração. "Eu odiava esse homem há 14 anos, e você diz que eu tenho que perdoar?", ela perguntou. Atravessada ela suplicou: "Como posso perdoar? Como eu posso?.

Os detalhes de cada uma das nossas vidas são diferentes, mas em um momento ou outro todos nós já nos fizemos essa pergunta: Como posso perdoar?

Vamos dar uma olhada em algumas idéias bíblicas sobre o assunto do perdão.

Todo mundo se machuca

Em primeiro lugar, temos de perceber que todo mundo vai se machucar. É inevitável. Dor não pode ser evitada.

Você pode ter sido ferido por um amigo de confiança que mentiu sobre você. Você pode ter sido ferido por uma professora ou um professor que te fez passar vergonha na frente de uma sala de aula. Você pode ter sido ferido por um pai que era áspero ou abusivo ou que não sabia como expressar o seu amor. Você pode ter sido ferido por alguém que feriu seus filhos. Você pode ter sido ferido por uma criança que se rebelou e se voltou contra você. Você pode ter sido ferido por um empregador que você ou seu companheiro foi injustiçado. Você pode ter sido ferido por alguém que roubou sua inocência moral e te usou sexualmente de uma maneira que era pecaminosa e inapropriada. Você pode ter sido ferido por um marido que quebrou seus votos de casamento e não foi fiel a você. A lista de potenciais dores poderia continuar e continuar.

Em muitos casos, a dor se transforma em raiva. Tem sido dito que o animal mais perigoso na floresta é o que foi ferido. Eu acho que é um bom retrato do que estamos vendo em nossas casas, em nossas comunidades e em nossas escolas hoje. Pessoas que foram feridas instintivamente tendem a ferir outros.

As mulheres falam hoje sobre como elas estão com raiva de seus maridos, seus filhos, seus pais, seu Pastor, e, finalmente, com Deus. Aqueles comentários doem, que latente amargura, que se transformou em raiva, ódio, vingança, e, às vezes em violência.

Embora não possamos evitar sermos feridos, a coisa importante a lembrar é que o resultado de nossas vidas não é determinado pelo que nos acontece. Nada que alguém já fez para você ou que nunca vai fazer para você pode determinar quem você se torna. O que é feito pode afetar sua vida, mas não pode determinar o resultado de sua vida. O resultado de nossas vidas não é determinado pelo que nos acontece, mas sim pelo modo como reagimos ao que nos acontece.

Duas formas de responder a dor

A primeira maneira de responder, e da maneira que a maioria das pessoas escolhe, é o que eu chamo de se tornar um cobrador de dívidas. A mentalidade do cobrador de dívidas é: "Essa pessoa me injustiçou. Ela me deve, por isso estou indo atrás para mantê-la refém e colocá-la na prisão do devedor até que ela me paga de volta". Esta forma de responder, em última análise leva ao ressentimento, amargura e raiva, é a forma de retaliação. É aí que a maioria das pessoas vive grande parte de suas vidas hoje. A forma de retaliação é um desejo sutil, segredo de vingança. Podemos não retaliar com armas, mas fazê-lo com olhares, atitudes e palavras.

Em última instância, essas sementes de amargura e ressentimento são susceptíveis de crescer e produzir uma colheita multiplicada, não só em sua vida, mas também em seus filhos e nos filhos da próxima geração.

A segunda maneira de responder é a de escolha para liberar o infrator da prisão. Nós escolhemos perdoar, não porque o ofensor merece ser perdoado ou até mesmo pediu perdão, mas por causa da graça de Deus, que Ele derramou sobre nós, que por isso é capaz de ser derramada sobre os outros. Este é o caminho da reconciliação.

Nosso Deus é um Deus de reconciliação. Ele tomou a iniciativa de reconciliar-se com nós. Estávamos Seus inimigos, fomos afastados, éramos pecadores. Deus nos odiava. Nós não fomos buscá-Lo. Nós não estávamos à procura de Deus, mas Ele veio em busca de nós, perseguindo nossos corações, buscando a reconciliação. E Ele nos chama em seu nome para iniciar a reconciliação em nossos relacionamentos.

O que é o perdão?

O perdão não é um sentimento, é uma escolha, um ato de minha vontade. Se eu espero até que eu sinta como devo perdoar antes que eu possa perdoar, eu nunca poderia perdoar. Não devemos esperar as nossas emoções, mas sim escolher obedecer a Deus. Depois, com o tempo, Deus fará com que as nossas emoções caminhem corretamente.

Em segundo lugar, Deus nos manda perdoar, independentemente de como nos sentimos e, independentemente do que foi feito conosco. Jesus diz em Marcos 11.25: "E quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas" (NVI).

"Se tendes alguma coisa contra alguém" inclui praticamente toda ofensa, não é mesmo? Quando você vir oferecer a Deus suas orações, antes de orar pense se tem alguma coisa contra alguém, e depois há um passo que você deve fazer primeiro: perdoar. Jesus diz que devemos fazer isso para que o nosso Pai celestial vos perdoe os nossos pecados.

Em terceiro lugar, perdoar como Deus nos perdoou diante das coisas que temos cometido contra Ele? Como Ele pode nos perdoar por tirar a vida de Seu Filho? Salmo 103.12 diz: "tanto quanto o oriente está longe do ocidente, tanto tem Deus removeu nossas transgressões de nós." Ele não lida com nós de acordo com os nossos pecados, mas sim, Ele nos trata com misericórdia e bondade. Sua misericórdia para conosco é infinita, incondicional, completa e imerecida.

O sangue de Jesus purifica de todo pecado. É assim que Deus nos perdoa. Ele não esperou até que merecesse ou pudesse estender o perdão. Ele não esperou até que percebemos a nossa necessidade de perdão. Ele nos perdoou antes que nós tivéssemos qualquer pensamento de buscá-Lo.

Como infinito e incondicional e grande é o Seu perdão para conosco, que é a mesma medida do perdão que pode se estender para os outros. A pessoa que não é um cristão, realmente não tem a capacidade de perdoar uma pessoa que nunca experimentou o amor e o perdão de Deus. Mas se você é um filho de Deus, se você tiver sido lavado pelo sangue de Jesus, se você tem experimentado o Seu perdão, então você pode estender esse mesmo perdão aos outros.

Em quarto lugar, o perdão é uma promessa. É uma promessa para nunca mais trazer esse pecado contra o agressor novamente diante de Deus, para ele, ou para os outros. É uma promessa de limpar o registro do ofensor.

Eu sei o suficiente sobre computadores para ser perigoso. Mas uma coisa que eu aprendi da maneira mais difícil é o significado da tecla "delete". Eu tive a infeliz experiência de passar muito tempo trabalhando em um documento e, em seguida, pressionando a chave, apagar acidentalmente. O que acontece com esse documento? Ele se foi. O perdão é pressionar a tecla “delete”. Ele é que limpa o registro de quem pecou contra nós.

Agora isso não significa que a pessoa nunca pecou. Significa apenas que você está limpando o registro, para que ela não lhe deva por esses pecados. Você está prometendo nunca trazer isso contra essa pessoa novamente.

Como podemos esperar que o mundo creia que a graça de Deus é tão maravilhosa e Seu perdão é tão disponível, se nós, que afirmamos ter sido perdoados, nos recusamos a perdoar os outros ? Nossa falta de perdão rouba a nossa credibilidade. Não é de admirar que as pessoas não estejam derrubando as portas para entrar em nossas igrejas. Eles nos conhecem. Eles trabalham com a gente. Eles vivem ao nosso lado. Eles escutam a nossa maneira de falar sobre aqueles que feriram os outros e que nos feriram. Eles ouvem a amargura, raiva e ressentimento que saem quando esses nomes ou as situações surgem. Eles não vêem em nós a graça e o perdão de Deus. Como resultado, eles não têm nenhum interesse no que estamos oferecendo.

Sem perdão, você e eu não somos realmente muito diferente do que o mundo incrédulo. Eu acredito que quando começamos a demonstrar o perdão bíblico, a nossa mensagem vai finalmente tornar-se acreditável para o nosso mundo.


Traduzido e Editado por: LARYSSA LOBO
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Todos os Direitos Reservados do autor Revive Our Hearts. Escrito por Nancy Leigh DeMoss. Usado com permissão. www.reviveourhearts.com

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Festa Completa

Estamos no Natal. Há mais de dois mil anos atrás o mundo presenciava um momento singular em sua história, o nascimento de Jesus Cristo. Aquele que veio para salvar a humanidade e restaurar a comunhão dos homens com Deus. E, diferentemente da pompa dos festejos natalinos atuais, em que as luzes e festas adornam as praças, na noite em que o Prometido de Deus veio a Terra, não existiu nenhuma destacada comemoração para marcar esta data.

Uma humilde estrebaria serviu de amparo para Jesus. O Rei prometido por Deus (Mq 5.2) não nasceu em palácio, sequer havia espaço para ele em alguma hospedagem. Sua cama foi um berço improvisado entre animais num curral. Seu ministério seria assim, o Filho do homem não teria lugar para reclinar a cabeça (Mt 8.20), mas de favores pousaria.

Também não foram muitas as visitas recebidas na ocasião de seu nascimento, que só não passou completamente despercebido, devido à presença de pastores e magos, informados do ocorrido por meios especiais revelações (Mt 2.2; Lc 2.10). Esta também seria uma amostra da rejeição e sofrimento que o Filho de Deus haveria de enfrentar, tanto dos que o perseguiriam, quanto de seus discípulos e amigos próximos que o abandonariam ao longo de seu ministério (Jo 6.66; Mt 26.56).

O palco que recebeu o Salvador foi a pequena cidade de Belém, assim como diziam as profecias: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”(Miquéias 5. 2). Um povoado da Judéia, discriminado por ser uma região de pouco prestigio. O Cidadão dos céus agora se tornava um filho natural da pequena cidade de Belém.

Assim foi a primeira vinda de Jesus, caracterizada pela humildade (Mc 10.45). Ele esvaziou-se de toda glória, e assumiu a forma de servo. Servo sofredor (Fl 2.7; Is 53.3). Seu propósito era satisfazer plenamente a justiça de seu Pai, reconciliando os quebrantados, e lhes garantindo a sublime herança celeste (CFW cap. VII.V). Obra esta consumada perfeitamente na cruz do calvário.

Sua segunda vinda será um contraste com o evento ocorrido há dois milênios. Se seu nascimento ocorreu de forma discreta e quase imperceptível, sua volta será marcada por um triunfante espetáculo. O Filho do homem, virá cheio de esplendor e glória. E não poucos o verão, como aquele grupo seleto na Judéia, mas todo o olho será testemunha da gloriosa e irradiante vinda do Reis dos Reis e Senhor dos Senhores (Mt 24.27; Ap 19.16).

Celebremos a vinda do EMANUEL, o Deus que veio ter conosco (Is 7.14; Mt 1.23), o Verbo que se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.1). Aquele que desceu do céu e se fez homem, semelhante a nós. Celebremos sua primeira vinda com voz de folguedo e alegria, ao passo que nos lembramos da bendita promessa que Ele fez:  Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus (Ap 22.20). Que neste Natal, cada expressão de gratidão seja acompanhada de súplicas pelo retorno do dono da festa, que cedo irá voltar (At 1.11). Com Ele o nosso regozijo será completo.

Feliz Natal!

Ericon Fabio

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Cuidado com as Aparências


Diz o ditado popular: “Nem tudo o que reluz é ouro”. Em outras palavras, algo pode parecer bom à primeira vista, mas um exame mais detido irá revelar que é exatamente o contrário do imaginado. A Escritura confirma essa realidade quando declara: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Pv 14.12). A história do cristianismo está repleta de ilustrações desse fato. Um bom exemplo é o caso do herege Marcião ou Márcion, no segundo século. Esse cristão era natural da cidade de Sinope, na província do Ponto, norte da Ásia Menor (atual Turquia). Pertencia a uma rica família de proprietários de navios e seu pai era bispo. No final da década de 130, foi para Roma e começou a pregar uma mensagem que a princípio parecia muito bonita, bíblica e verdadeira – a mensagem do Deus de amor.

Para Márcion, o amor era um atributo moral tão importante do Ser Divino que na prática ofuscava todos os demais. Na sua concepção, Deus era exclusivamente um Ser de graça, bondade e misericórdia, e não de justiça ou santidade. Isso significava que Deus não poderia punir ninguém, perdoando a todos indistintamente, quer cressem nele ou não. Ele ensinou aquilo que hoje se denomina “universalismo soteriológico”, ou seja, que todos irão se salvar, porque Deus não pode agir de outra maneira. Não existe condenação, inferno ou retribuição de qualquer espécie. Márcion foi influenciado por uma filosofia religiosa chamada gnosticismo. Os gnósticos eram dualistas, acreditando que havia duas realidades opostas no mundo – o bem, identificado com o mundo espiritual, e o mal, identificado com a matéria. No entender desse herege, o Deus da dispensação judaica era uma divindade inferior, o criador da matéria, um ser vingativo e justiceiro. O Deus supremo, pai de Jesus Cristo, era retratado na nova aliança como um Deus de amor e perdão sem limites.

O problema de Márcion foi não submeter as suas idéias religiosas ao crivo da revelação bíblica e do ensino apostólico. Ele se julgava no direito de decidir sozinho o que era e o que não era Escritura Sagrada, entre aquilo que ele podia e aquilo que ele não podia aceitar. Tanto é que criou o seu próprio cânon ou lista de livros tidos como inspirados, que incluía somente o Evangelho de Lucas e as cartas de Paulo às igrejas, dos quais eliminou todas as referências ao Antigo Testamento. A igreja de Roma prontamente rejeitou as idéias desse homem e o excluiu das suas fileiras. Ele então fundou sua própria organização, que subsistiu por alguns séculos.

A história de Márcion serve de advertência para os cristãos brasileiros do século 21. Hoje em dia, muitos livros, púlpitos e programas de televisão transmitem ensinos que à primeira vista parecem genuínos, salutares e transformadores. Parecem falar de uma vida espiritual mais dinâmica, maior dependência do poder de Deus, maior confiança nas promessas da Escritura. Todavia, examinados de perto revelam horríveis distorções doutrinárias; interpretação bíblica esdrúxula, subjetiva e interesseira; ênfase em valores, alvos e comportamentos mais ditados pela cultura secular do que pela fé cristã histórica. Porém, a mistura desses erros com aspectos da verdade os torna atraentes, fascinantes mesmo. E muitos têm se rendido a esses enganosos cantos de sereia. Daí a oportunidade da advertência paulina: “Julgai todas as coisas; retende o que é bom” (1 Ts 5.21).

Alderi de Souza Matos

Walber Arruda

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Uma Igreja pra Chamar de Sua

      Semana passada tivemos a oportunidade de lermos o excelente texto de Rodrigo sobre o mercado de evangelhos, no qual se discute este aspecto de o evangelho ser oferecido como um produto e neste sentido quem tiver o melhor produto agregado aos melhores acessórios tem mais chances de agarrar os clientes. A grande questão é que este mercado é negro e seus produtos são falsos. Mas isto já foi visto na reflexão anterior. Meu foco aqui será o cliente. Este tipo de crente que se acha na condição de consumidor e sendo assim, a igreja deve se esforçar ao máximo para satisfazer as suas vontades, pra não dizer mimos. Todos querem uma igreja pra chamar de sua.

       Este tipo de gente existe e muito nas igrejas atuais, pois esta ideia de igreja empresa e evangelho produto, criou esse personagem cliente e recebedor, no lugar do servo e ofertador. Melhores bancos, sistema de refrigeração, estacionamento e outras coisas estão no topo das prioridades destas igrejas-empresas. E o conteúdo? O ensino? Ah, isto deve ser pensado depois, pois não é primordial. Quando define-se todas estas coisas, aí se pensa em qual evangelho vai se ofertar. Logicamente, o que for mais adequado ao público-alvo. Sim, público-alvo, pois chamar as pessoas de pecadoras condenadas ao inferno é propaganda contraproducente.

       E quando não se está satisfeito com o produto? Simples. Procura-se outro fornecedor. Nada de correção, disciplina, exortação ou excomunhão, se for o caso. Isto é coisa do passado e igrejas que tem essa postura, estão definhando. Vamos procurar outro lugar, pois aqui não podemos chamar a igreja de nossa. Vamos lá. A pergunta que fica é: Até quando? Até a primeira contrariedade. E este entra e sai leva, quase que certamente, ao encontro dos desigrejados, pois lá todos tem uma igreja pra chamar de sua, visto que não há cobrança, nem regras, e cada um vai na sua.

          A Bíblia fala o contrário. Que devemos nos reunir, devemos eleger oficiais, devemos servir uns aos outros com nossos dons e nãos sermos servidos. Que devemos refletir a graça de Deus e o Evangelho neste mundo de amargor. E o compromisso deste povo remido é com o ensino fiel das Escrituras, sem acréscimo nem decréscimo.

         Para encerrar essa reflexão, é bom lembrar que existe alguém que tem uma igreja pra chamar de sua. Este alguém é o senhor Jesus. O Catecismo Maior de Westminster, em sua pergunta 45 diz que Cristo exerce as funções de rei chamando do mundo um povo para si, dando-lhe oficiais, leis e disciplinas para visivelmente o governar.  Ou seja, cremos que a igreja local, sus oficias e governo segundo as Escrituras são uma bênção para seu povo, a verdadeira igreja. Vivamos, então, essa bênção que é ser igreja, em toda sua plenitude, alegre e reverentemente.

Deus nos abençoe. 

FELIZ 2014

Presb. Cícero da Silva Pereira
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